São José, Santa Catarina, Brasil
25 de fevereiro de 2020 | 07:00
Edição Outubro | 2011
Ano XVII - N° 185
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Os 134 anos da Biblioteca Pública Albertina Ramos de Araújo
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Um dos maiores ícones da história josefense, a Biblioteca Pública Albertina Ramos de Araújo, completou neste mês, 134 anos de existência. Em comemoração à data, foi realizada, na noite de 04 de outubro, uma cerimônia que contou com uma apresentação de flautas transversais, declamações de poemas de Cruz de Sousa e encenações teatrais. Na mesma noite, ocorreu também o lançamento de dois livros do poeta Artêmio Zanon.
Inicialmente, a Biblioteca foi inaugurada com 76 volumes. Porém, hoje, conta com aproximadamente 15 mil materiais, que incluem obras infantis, publicações em braille e títulos solicitados para vestibulares, além de raridades históricas que ajudaram a escrever a história do município. Atualmente, é desenvolvido na biblioteca o projeto Contação de Histórias, que visa através de encontros em grupo, despertar o interesse das crianças pela leitura.
Para falar um pouco sobre esses 134 anos da Biblioteca Albertina Ramos de Araújo, entrevistamos a superintendente de Cultura e Turismo, Dona Rosinha, a diretora da biblioteca, Cacília Ramos e a professora Nevair Piovezana.

Oi São José – Falem um pouquinho sobre esse mais de um século deste símbolo da história josefense.
Cacília – Em registro tem-se bem pouco sobre a história desse lugar tão importante. Porém, sabe-se que no início ela funcionava onde hoje é a Casa da Cultura, que naquela época se chamava Casa de Câmara e Cadeia. Ela começou com 76 volumes e, periodicamente recebia revistas, informativos e livros de brochura. Em 1945 passou a se chamar Dom Jaime Câmara, sendo somente em 1985, através de uma lei, denominada Albertina Ramos de Araújo.

Oi SJ – Quais são os volumes ou documentos mais significativos deste acervo?
Cacília – Nossos setores mais fortes, digamos assim, são as literaturas infanto-juvenis e os romances, tanto nacionais quanto estrangeiros. Disponibilizamos também para empréstimo alguns livros de vestibular. Temos ainda uma demanda muito forte na área do ocultismo e do espiritismo, além daquilo que podemos dizer que seria o nosso diferencial, que é o nosso pequeno acervo em braille, e algumas raridades históricas também.

Oi SJ – Que tipos de raridades são essas?
Dona Rosinha – Por exemplo, nós temos no nosso arquivo histórico documentos de vendas de escravos aqui na praça. Temos no museu, documentos da passagem de Dom Pedro II aqui em São José. Na ocasião foi feito um jantar, lá no casarão do Museu para a família imperial, isso há aproximadamente 150 ou 160 anos atrás.

Oi SJ – No dia das comemorações dos 134 anos da biblioteca foi recitado um poema de Cruz e Sousa. Existe alguma grande ligação entre o poeta e o município?
Dona Rosinha – Olha, na verdade não podemos dizer que essa ligação é muito forte. No entanto, atualmente ele está se tornando cada vez mais conhecido aqui em São José através do trabalho do Nan (Núcleo de Atores Negros). Eu vejo que eles têm resgatado a história do Cruz e Sousa com muita propriedade. Além disso, eu vejo que antes ele era estudado aqui no município como um grande poeta catarinense, mas assim como outros poetas também. Agora com o Nan, eu acho que ele está mais engrandecido aqui.

Oi SJ – Dona Rosinha, a Senhora disse uma vez que, em linhas gerais, o interesse do público josefense pelas manifestações culturais que ocorrem no município ainda é pequeno. Esse evento, que comemora os 134 anos da Biblioteca Pública de São José, é mais uma tentativa de chamar a atenção desse público e fazê-lo se interessar mais por cultura?
Dona Rosinha – Realmente, eu acho sim, que a nossa gente, que o nosso povo, ainda não valoriza muito essas representações, esse trabalho e esse resgate cultural que é feito no município. Isso inclui também o hábito pela leitura. Por exemplo, tudo bem, tá aí a internet e tá aí o Facebook. Mas, o encantamento do livro, isso é uma coisa que eu acho que as redes sociais não desfazem, isso elas não desmancham. Aquele conhecimento culto, eu penso que não é onde tu deletas, onde depois tu perdes estudo e depois tu tentas resgatar e vai pra lixeira... Não é aí que tu o encontras, e sim aqui, saboreando as palavras nas páginas do livro e retomando tantas vezes quanto tu quiseres, sempre ao alcance da tua mão e sem nenhum esforço. Por isso, eu acho que numa família em que o pai lê e a mãe lê, o filho também vai gostar de ler. Agora, aonde nunca entra um livro, aonde nunca entra um jornal, a criança nunca vai despertar pra leitura.

Oi SJ – A Biblioteca é frequentemente visitada?
Dona Rosinha – Sim. Todos os dias recebemos não só estudantes, mas também pessoas da comunidade que vêm para fazer pesquisas.

Oi SJ – Há alguma expectativa da Biblioteca receber em breve novos volumes para o acervo?
Cacília – Hoje mesmo (06 de outubro) nós recebemos dez kits, com um total de 30 obras de educação infantil. Só este ano, já compramos mais de trezentos livros para a nossa Biblioteca. Além disso, a gente recebe também da comunidade muitas doações.

Oi SJ – Poderiam nos falar saber um pouco mais sobre o projeto Contação de Histórias?
Nevair – Esse é um projeto que foi idealizado este ano com a Dona Rosinha e foi instituído a partir do mês de maio. O seu objetivo principal é despertar nas crianças o gosto pela leitura, através da fruição, da fantasia e do contato com o livro. Em princípio, trabalhamos isso como um divertimento, mas sempre selecionamos histórias com um enredo interessante e que tenham um cunho informativo, até mesmo pra fazer a criança pensar, porque é através dessa contação que eles começam a despertar pro senso crítico também. Então, o objetivo principal é esse: é acolhê-las, colocá-las no meio dos livros e incentivá-las a fazer a carteirinha da Biblioteca para que possam fazer empréstimos e levar os livros pra ler em casa.

Oi SJ – Esse projeto atende apenas aos alunos da Rede Municipal?
Nevair – Não. Atendemos a alunos de escolas municipais, estaduais e particulares, além de estudantes de outros municípios vizinhos. A nossa única exigência é que haja uma inscrição prévia, até mesmo pra nos organizarmos melhor, no sentido de sabermos qual é a demanda do grupo e qual a sua faixa etária para, a partir daí, podermos contar histórias que se adéquem à idade deles.

Oi SJ – Em média, quantas crianças esse projeto atende periodicamente?
Nevair – O máximo que conseguimos inscrever por dia são seis grupos. Por semana, atendemos mais ou menos duzentas crianças.

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